7 de junho de 2009

Eleições e acessibilidade

Desde há alguns anos que, se não me engano o estado, independentemente da sua forma (juntas de freguesia, câmaras municipais, serviços públicos ligados ao poder central, escolas, universidades, etc), está obrigado a criar condições para facilitar o acesso dos cidadãos com deficiências motoras a edifícios públicos. Está legislado e a lei está publicada (a transposição da lei pode ser encontrada em http://www.euroacessibilidade.com/legis01.htm) e, se não me engano, essa obrigatoriedade já tem alguns anos.

Nos actos eleitorais não sei se é obrigatório, mas dada a universalidade do acto, todas as condições devem ser criadas aos cidadãos para exercerem o seu voto. É verdade que esse acto pode ser exercido sem ser na urna, seja através de voto por correspondência, seja com a ajuda de um membro da mesa, que irá ter com o cidadão ao exterior do edifício, por exemplo a uma ambulância, como chegou a ser feito numa mesa à qual eu pertencia, o que está previsto na legislação.


Assim sendo, torna-se mais incompreensível que uma nova sede uma Junta de Freguesia, apesar de aproveitar as instalações de uma antiga escola primária, tenha como único acesso estas escadas, muito complicadas de aceder por alguém com cadeira de rodas, ou simplesmente com mobilidade reduzida. A freguesia é a Correlhã, em Ponte de Lima.

Mas os problemas não se ficam por aqui. O maior problema é que a mesa 3 só é acessível através de umas escadas algo íngremes, estreitas e sem alternativa. É verdade que a maioria dos eleitores recenceados nesta mesa são cidadãos novos, mas também é verdade que um qualquer eleitor que se recenseie nesta freguesia irá parar a esta mesa de voto, por ficar com um número mais elevado.


Estas imagens foram retiradas numa freguesia do "interior", onde estão recenseados muitos eleitores idosos, com mobilidade reduzida, e também outros novos, com deficiências motoras.
Este é apenas um exemplo, porque neste país, nas centenas ou milhares de mesas de voto existentes, tal como esta reportagem da RTP o mostra.

É assim que se torna o exercício da cidadania através do voto universal? É assim que se procura uma menor abstenção?

Eleições Europeias 2009

É hoje que os europeus (pelo menos a maioria deles, já que alguns votaram noutros dias) vão decidir quem vão ser os eurodeputados que vão decidir muitas leis, decretos-lei e afins que nos vão governar durante os próximos anos. No passado decidiram normas como a garantia de 2 anos para os equipamentos electrónicos (telemóveis, câmaras fotográficas, leitores de MP3, computadores, televisores, entre outros) e em que a lei portuguesa coloca o ónus da prova nos comerciantes, os preços de roaming, subsídios aos produtores de leite, nas pescas ou na agricultura, o tempo de trabalho máximo para trabalhadores por turnos e outros, entre outras medidas.

As políticas decididas na Europa, seja em Bruxelas, seja em Estrasburgo, não ficam por lá, e melhoram a nossa vida em muitas das situações, talvez piorem noutras mas, no fundo, acabam por nos melhorar a vida como cidadãos europeus, levando a uma maior coesão entre os cidadãos dos 27 Estados Membros da União Europeia.

Assim sendo, tal como em qualquer eleição, e provavelmente com maior importância nestas do que noutras, pelo menos em alguns aspectos as eleições europeias são mais importantes do que as nossas eleições legislativas.

Por isso, vote, e decida quem são os mais de 700 deputados que vão definir muitas das políticas da europa.

3 de junho de 2009

O próximo passo da interacção homem-máquina é um sistema semelhante a este, que tem o nome de código "Natal".



Esperemos que a haja uma versão em português de Portugal em condições, que o preço seja atractivo e que, acima de tudo, que funcione bem.

2 de junho de 2009

(Tentativas de) aterragens complicadas

Ontem caiu, supostamente, um avião no atlântico, um Airbus 330-200 da Air France. No fórum do hattrick fala-se sobre sustos com aviões e afins, e lá encontrei este vídeo.

Nele é possível ver uma aterragem de um 747 em St. Maarten, um bocadinho à justa, como quase todas no sítio.


Não se recomenda colocar a toalha na praia na linha de aterragem dos aviões.


Ainda na mesma sequência, está este vídeo que podia ter o título de "Dança com aviões".



Não recomendado a quem não gosta de andar de avião.

24 de maio de 2009

O que é aquilo?

Simples, mas bonito.

16 de maio de 2009

A dança dos ministros

Quem não teve oportunidade de assistir, como eu, à festa de Natal do Conselho de Ministros pode, pelo menos, ver a dança que 5 dos Ministros protagonizaram, nomeadamente o senhor Primeiro-Ministro, o Ministro de Estado e das Finanças, o Ministro da Economia, a Ministra da Educação e o Ministro Jamé, perdão, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.



Uma produção do Cão Azul.

14 de maio de 2009

Street/Trial cycling

O trial em ciclismo é uma modalidade semelhante ao street skating, e que consiste em saltar de obstáculo em obstáculo. Normalmente só há um take (daí o nome de trial).

Veja neste vídeo o que é possível e o que é impossível fazer nesta modalidade radical.

Não tentem isto em casa... ou na rua... ou lá onde for, porque algumas manobras podem aleijar muito!

12 de maio de 2009

Um novo hino dos Xutos e Pontapés

Os Xutos e Pontapés lançaram um novo disco, e nele está incluída esta faixa, "Sem Eira Nem Beira", que se está a tornar um verdadeiro hino para aqueles que estão contra, ou não estão a favor do Primeiro-Ministro José Sócrates e/ou o seu governo.

10 de maio de 2009

Veloso no Atlético de Madrid


Para já não encontrei nenhuma notícia online, mas pode-se ver em cima a foto que comprova que o Miguel Veloso foi contratado pelo Atlético de Madrid.

E esta, hein?

25 de abril de 2009

25 de Abril

"Onde é que você estava no 25 de Abril?" Foi esta a pergunta lançada há uns anos pelo jornalista e escritor Baptista Bastos.
Essa frase ficou célebre, mas a minha resposta é simples: não estava. Ainda faltavam quase 7 anos para eu nascer, e os meus pais ainda não eram casados.

Apesar disso, sinto a liberdade trazida pelo 25 de Abril como a melhor coisa que aconteceu a esta cantinho à beira-mar plantado nos últimos, digamos, 80 anos. É verdade que a entrada na UE (na altura Comunidade Europeia) foi um forte marco no história contemporânea portuguesa, mas sem a revolução de Abril tal dificilmente aconteceria.

E essa revolução foi à imagem de Portugal, do seu povo: calma. Costuma dizer-se que não teve derramamento de sangue, mas a verdade é que a meio da tarde, junto à sede da PIDE, alguns dos seus membros, rodeados por populares que se juntavam na rua, resolveram dar uns tiros, tendo morto alguma(s) pessoa(s). Foi o desespero.

Mas o mais importante é que a revolução teve sucesso, que a ditadura acabou, os presos políticos foram libertados, a censura aos jornais e televisão passou a pertencer à história, e o país arrancou para a democracia, com a liberdade de associação assegurada. Foi o início de uma nova era em Portugal, que nos levou ao estado actual, onde o Primeiro-Ministro tem que se defender publicamente das acusações que lhe colocam, onde tudo e todos dizem mal do governo, sem receio de ser preso, de ser privado da sua liberdade ou da dos seus.

Ainda assim, e ao olhar para os números que a genial edição 842 da Visão desta cima (capa em cima), fiquei surpreendido com alguns dos números publicados:

  • 10% dos portugueses dizem que não há liberdade em Portugal, 70% dizem que há, e 17 dizem mais ou menos;
  • 6,4% dizem que há menos liberdade hoje do que há 20 ou 30 anos (o que é um pouco vago, de facto), mas 83,9% dizem que há mais, pelo menos;
  • 18,5% concordariam se fosse possível fazer escutas telefónicas sem autorização de um juiz, contra 65,2% que dizem que não;
  • 22,6% aceitariam buscas judiciais sem autorização de um juiz, contra 64,9% que concordariam sem perder essa liberdade para melhorar a segurança nacional;
  • 28% acham que voltar a ter censura nos jornais seria aceitável, contra pouco mais de metade dos inquiridos que acham que não.
Depois de mais de 50 anos de ditadura, após 35 anos de liberdade, a verdade é que a sociedade portuguesa parece esquecer-se do que é ter a liberdade nesta sociedade. A mesma liberdade que agora apenas se pode tentar perceber através de, por exemplo, uma leitura a alguns dos textos desta revista, que explicam como era feita a censura na imprensa e na sociedade em geral, mas especialmente na imprensa. Talvez porque antes do 25 de Abril o país era pintado de cor-de-rosa, num país onde não havia crimes, nem problemas na sociedade, onde os nossos nunca se comportavam de forma errada durante a guerra ultramarina, onde fazer jornalismo era tudo menos contar a liberdade.


Após 35 anos, as novas tecnologias permitem-nos fazer coisas extraordinárias, e uma delas é seguir a sequência de acontecimentos do 25 de Abril de 1974, mas com um hiato de 35 anos, quase ao segundo, o que pode ser feito em twitter.com/25Abril1974.

Viva a liberdade!

24 de abril de 2009

Sugestão para os saudosistas



Cartaz descaradamente copiado do blogue de André Benjamim.

11 de abril de 2009

Condução segura

Se há algo complicado, esse algo é conduzir a alta velocidade em segurança, sem acidentes.
No caso dos turismos, como é o caso do BTCC, os toques só complicam, e quase sempre levam a que quem é tocado vá à relva ou à gravilha.

Não foi o caso neste vídeo, onde Jason Blate, após ser tocado e ficar de lado em pista, acaba por conseguir seguir na corrida. Veja como, que vale mesmo a pena.

12 de março de 2009

Eu passei-me

Paulo Querido perguntou no twitter: "Você, leitor, quer passar-se?" e eu, curioso, segui até ao seu blogue, onde havia uma entrada com o mesmo título. A verdade é que eu passei-me.

Porquê? Simples, porque a ideia é GENIAL, ou até mais do que isso.
Antes de vos deixar o vídeo, só tenho uma pergunta: quando é que se arranja isto?

10 de março de 2009

Acho que estou na profissão errada...

O dia de ontem, que se pode dizer que ainda não acabou, foi bastante agitado para mim.

Primeiro tinha que levar os meus pais ao centro de saúde, mas entretanto passei pela aventura de andar à procura de um bolo, mas esta aventura, depois de passar por 4 vezes por pastelarias (numa 2 vezes), foi infrutífera, para o que eu queria.
Feito isto lá vou para o trabalho, percorrendo quase 25 km, no entanto, a aventura do dia foi mais séria aqui, pois o meu popó, quando estava a chegar, resolveu ir abaixo, enquanto andava, e não mais pegou. Estranho, mas há uma semana tinha acontecido algo parecido (andei uma distância parecida, mas parei onde queria, só que depois não pegou, no entanto entretanto não tive problemas). Toca a chamar o reboque. Mais uns telefonemas, e o telemóvel fica sem bateria. A coisa não podia ser pior, mas o que fazer?
Entretanto um motociclista e um polícia param para saber como estava, mas pouco podia fazer. Acabei por seguir a indicação do polícia e fui a uma cabine telefonar ao reboque (assistência em viagem pelo meio) para ter a certeza que dava com o sítio.
Depois disso, ainda na cabine, tentei telefonar para o trabalho, mas sem número de telefone de ninguém na cabeça, e sem telemóvel onde ir ver o número, nem um telemóvel de outrém à mão para colocar o cartão, só consegui lembrar-me do número do apoio a clientes, mas acabou por não dar, porque não atenderam, mas também não houve grande problema.
Voltei para o carro, e o reboque já tinha chegado.
Pensando que tudo estaria acabado, mas a verdade é que foi complicado descobrir uma oficina para onde levar o carro, pois eu não conhecia nenhuma oficina em Viana, nem o senhor do reboque, que vinha de Barcelos (?!). Lá acabámos por encontrar uma perto do centro, mas como só tratam de pneus, acabaram por dar a indicação de uma que ficava um bocado longe, que não era bem o que pretendia, pois tinha receio de demorarem muito a arranjar o carro, e assim não daria para ir trabalhar. Lá fomos, e lá ficou o carro.

Entregue o carro à oficina, (quase) tudo correu bem (demoraram a atender, e quando foi para pagar também não havia ninguém). Lá diagnosticaram o problema, espero que correctamente, e trocaram a peça que precisava de substituição e pronto, era só pagar.
Pensei que fosse mais barato, mas lá foram quase 60 € por um diagnóstico e uma sonda.

Segundo a factura foram 24 € pelo diagnóstico, que não passou de 2 fases: a suspeita de que fosse um problema normal para aqueles carros, e a confirmação através do equipamento de diagnóstico electrónico. Com diagnósticos a preços assim, a área onde trabalho dá mesmo pouco dinheiro: paguei mais por 10 minutos de diagnóstico do que por 1 cliente (quase 2) pagam por um acesso à net...


Ah, e afinal acabei por não ir buscar o bolo, que era para o fazer em Viana, mas com o atraso (mais de 2 horas entre o carro avariar e sair da oficina), não havendo bolo de aniversário aqui do Nuno para os colegas de trabalho, como já fizeram por 2 vezes este ano. Amanhã (logo) deve haver.

6 de março de 2009

Tecnologia ou Metodologia

Nas minhas leitura tuiterianas, deparei-me com esta página, onde o título é «O 'Magalhães' é o maior assassino da leitura em Portugal», e que é simultaneamente uma frase da autoria de António Barreto.

Não deixando de discordar, em parte, uma boa explicação é mesmo vídeo que se pode encontrar na mesma página e que aqui se reproduz.



A pergunta que se deve fazer não é: colocamos apenas nova tecnologia, ou damos também novas metodologias de ensino aos professores?
Para ensinar com as mesmas técnicas de há 20 ou 30 anos atrás não precisamos de tecnologias modernas, digo eu.