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26 de setembro de 2006

Prós e contras: Portugal e Espanha!

Estive a ver esta noite o Prós e Contras, como tenho feito habitualmente. O tema era interessante e tinha a participação muito insólita e mediática de José Maria Aznar.

Achei o programa bastante interessante, nomeadamente a participação descontraída e aberta de Aznar, embora por vezes evasiva. Fátima Campos Ferreira, a apresentadora, esteve bastante activa, com alguma convivência com Aznar, tendo colocado questões bastante complicadas para este, tendo-se esquivado em algumas respostas e sido directo noutras. Pode estar destreinado da televisão, mas as "manhas" continuam.
Foi abordado directamente com Aznar o crescimento da Espanha, nomeadamente na economia e no emprego (de 12 milhões em 1976 e em 1996 para 18 milhões de empregados em 2006, ou seja, crescimento 0 em 20 anos e 50% em 10 anos) nos anos em que Aznar foi presidente do Governo espanhol. Um ponto que Aznar frisou foi que tal crescimento, na opinião dele só consegue ter sucesso se o peso do estado na economia diminuir. Não é nada que não tenha sido falado em Portugal. Mas ainda referiu que faltam algumas reformas, como a fiscal.

Outra participação interessante foi a do Director-geral da Seur (creio ser este o cargo). É um homem que mostrou ter conhecimento de diversas áreas das relações económicas entre Portugal e Espanha, tendo falado algum tempo e tendo abordado vários assuntos: desde o peso da banca espanhola em Portugal até à personalidade portuguesa e à forma como os portugueses entram no mercado espanhol e o abordam. Foi abordado o tema da forma como as pessoas se tratam em Espanha e Portugal: tu em Espanha e senhor doutor em Portugal, mas isso não será o problema da expansão.

Manuel Dias Loureiro e Hernâni Lopes foram os outros dois convidados presentes em palco. Tiveram um discurso com um ritmo completamente diferente: o primeiro muito rápido e o segundo muito lento, que deriva das suas personalidades.
Abordaram vários assuntos das relações ibéricas, nomeadamente a relações económicas.

Outra presença foi a do presidente da EDP, onde foi abordada a questão do proteccionismo estatal, que foi abordado com o pretexto da não presença da Iberdrola no conselho superior da EDP, apesar de ter uma presença forte na estrutura accionista da EDP, sendo o segundo maior accionista e o maior privado. Trata-se de uma ausência, por enquanto, motivada em grande parte por alguma pressão política. O proteccionismo existe, sendo que neste caso deve-se ao facto de a Iberdrola ser um gigante da mesma área que a EDP, e o medo que daí advinha de o sector energético português ficar controlado, nem que seja em parte, por uma empresa espanhola, levantando algumas questões de mercado que não são fáceis de resolver. Outro assunto abordado foi o Mibel, o mercado ibérico de energia que, após sucessivos atrasos derivados de mudanças políticas nos 2 países, finalmente arrancou este ano, em Julho.

A forma como as empresas portuguesas partem para Espanha, à procura da expansão, foi outro assunto abordado, com a questão das diferentes Espanhas (Galiza, Catalunha, País Basco, Astúrias, Andaluzia, etc) a ter que ser pensada, ou não, mas o problema de gestão da expansão tem que se manter, pois qualquer mercado é complicado.

A questão burocrática, pela forma como certos procedimentos administrativos legais são lentos em Portugal, mas rápidos em Espanha. Isso pode ser um impedimento no arranque, mas depois torna-se num obstáculo que ficou para trás e foi ultrapassado.

As oportunidades de crescimento surgiram em Portugal e na Espanha em alturas semelhantes, derivadas da adesão à União Europeia. A história dos dois países tem muito tempo, embora Portugal seja o país europeu com fronteiras mais estáveis, e está muito ligada e feita em paralelo: descobrimentos, império e sua queda, ditadura fascista, união europeia e moeda comum. Agora poderá haver uma união económica, com empresas dos 2 países a expandirem-se pelo mercado ibérico e a fazerem sinergias para se expandirem para outros mercados, onde a sua união pode ajudar a que ambos vinguem.

Outra questão colocada foi o porquê de muitas PMEs espanholas estarem a ir embora de cá, mas as grandes empresas conseguem manter-se.

Hernâni Lopes abordou uma questão muito importante a resolver e ultrapassar na forma como os portugueses não arriscam quando se expandem, ou quando fazem negócios em geral.


Foi um grande debate, quer pelos convidados, quer pelo tema, quer pela abordagem.

23 de agosto de 2006

Presidente da CM de Setúbal e PCP

O Presidente da Câmara Municipal de Setúbal abandonou, a pedido do PCP, o cargo.

Não é o PCP um partido que gosta de dar a voz ao povo? Quem elegeu o presidente da Câmara foram os eleitores de Setúbal, não foi o PCP.
A verdade é que o PCP não exigiu a sua demissão, mas impulsionou fortemente essa demissão.

Há ainda a ter em conta o inquérito relativo a demissões compulsivas que ocorreram na Câmara, tendo levado a, possivelmente, gestão danosa da autarquia.

Depois dos casos dos dissidentes do PCP há alguns anos, este caso é mais uma prova que o PCP não é um partido democrático.

28 de junho de 2006

Breves ViaCTT e NetEmprego

ViaCTT
O CTT lançou um portal, o viaCTT que permite receber a correspondência de certas empresas num portal online, podendo vir a recebê-la em papel. O problema é que para nos registarmos temos que ir, por enquanto, ao balcão dos CTT apanhar filas... Belo choque tecnológico e 2 milhões e meio de euros bem gastos...

Lançado o portal NetEmprego
Hoje de manhã foi lançado pelo governo, com apresentação de José Sócrates, do portal NetEmprego. Um portal que permite a desempregos e empregados procurarem emprego, colocarem currículos, assim como para empresas colocarem ofertas. Em algumas horas recebeu mais de 1100 currículos.


Portal NetEmprego em baixo
Nos últimos minutos tentei aceder e está em baixo...


Mais duas que o Sócrates nos vem habituando: promete para uma ou duas legislaturas à frente ou lança com pompa e circunstância, mas depois as coisas não funcionam.

edit: O portal NetEmprego voltou à vida. O problema teve a ver com um excesso de procura do site. Nada que os portais governamentais não nos tenham habituado... Não sabem o que são testes de carga? Estimativas? No primeiro dia e com a previsível procura do novo, é natural que tenha muita carga, o que justificaria um reforço do sistema.

24 de junho de 2006

Sobre Ponte de Lima

Creio que ainda não fiz um único post sobre a terra onde vivo, Ponte de Lima. Nesta altura em que o mundial domina as atenções dos noticiários e jornais portugueses, principalmente nos dias antes e depois dos jogos, mas também de outros países, creio que é altura de falar de outras coisas. Eu próprio me auto-condeno por, desde o início do mundial ter apenas feito postagens exclusivamente sobre o futebol ou o mundial da Alemanha.
Ponte de Lima tem vivido politica e socialmente tempos atribulados. Para os que não conhecem a história completa, fica um resumo daquilo que tenho acompanhado. Diga-se a título de crédito, que muito do acompanhamento tem sido feito através do blog www.pontelima.blogspot.com.

No ano passado um grupo brasileiro, a Cobra Software, anunciou que iria criar um cluster tecnológico de desenvolvimento de software, com o objectivo de lançar-se na Europa, tendo tal cluster como base uma fábrica que iria nascer em, adivinhe-se, Ponte de Lima.
Outro dos assuntos que tem dominado a actualidade começou, por volta do início deste ano, quando o grupo sueco Ikea fez o anúncio de que iria construir uma fábrica de móveis, em Ponte de Lima. Foi, inclusivamente, assinado um protocolo entre a Câmara Municipal de Ponte de Lima, a Ikea e o estado português, na pessoa do próprio Primeiro-ministro, José Sócrates. Curiosamente estávamos em campanha presidencial e o candidato apoiado pelo partido do Sócrates, o octagenário Mário Soares, andava por esta zona... Mais tarde veio-se a saber que, afinal, Ponte de Lima era um dos candidatos entre cerca de 20.
O assunto que mais tem dominado a actualidade de Ponte de Lima foi o anúncio do encerramento das urgências, e de outros serviços, do hospital de Ponte de Lima. Dado tratar-se de um serviço que serve, além do concelho de Ponte de Lima, outros concelhos do distrito de Viana do Castelo, que têm Ponte de Lima 20 e tal kilómetros mais perto do que a sede do distrito, Viana do Castelo, todos os partidos representados na Assembleia Municipal uniram-se para lutar contra o encerramento deste serviço de atendimento. Veio-se a descobrir que um dos principais motivos do encerramento do serviço não era a qualidade do atendimento, mas as condições das instalações. Acontece que, pelos vistos, seria possível, após algumas obras notoriamente necessárias, o hospital teria as condições para ter o seu serviço de urgências a funcionar em condições dignas. Esta decisão enquadra-se no enceramento de serviços que o ministério da Saúde tem vindo a efectuar recentemente. Parece que caso este serviço de Ponte de Lima encerrasse, apenas restaria o de Viana. Para Ponte de Lima a distância é razoável, servida por uma via rápida a partir de algumas zonas perto da sede do concelho, mas uma urgência é sempre uma urgência, há obras a decorrerem na EN203 que liga Ponte de Lima a Darque, e é uma alternativa para chegar a Viana, o que não ajuda a que a viagem não se faça em condições, se necessário. Por outro lado, concelhos como Paredes de Coura e Arcos de Valdevez ficam a 40 ou 50km da urgência, e outros como Caminha ou Valença ficam com a urgência mais próxima em Espanha. Até algumas freguesias e zonas do concelho teriam um hospital mais perto noutro distrito, como Anais (servida pela A3). Resta dizer que as urgências mais graves já eram encaminhadas para Viana ou o Porto, embora passando por Ponte de Lima, se fosse necessário. Vamos ver o que vai acontecer, esperando que não morra ninguém com este processo, tal como poderá já ter acontecido com o encerramento da maternidade de Elvas, em que um bebé morreu em Espanha.

Voltando ao caso da Ikea, um episódio recente, no mês de Maio, veio mostrar que a assinatura do protocolo que foi feita em Ponte de Lima não mostrava tudo. O que aconteceu foi que a Ikea veio anunciar que agora restavam apenas 3 hipóteses para a construção da fábrica, e nenhuma era Ponte de Lima. Afinal não era certo que a fábrica iria ser construída em Ponte de Lima? Já se suspeitava que tal podia não acontecer, o que veio a mostrar-se verdade. Mais um investimento que foge do distrito.

O caso da Cobra ainda é mais obscuro. Pouco ou nada se sabe, vão aparecendo algumas notícias, umas vindas do Brasil, outras não, mas levam a crer que a Cobra quer fugir de Ponte de Lima e abrir o seu laboratório/cluster/fábrica de software noutro sítio, tal como notícias de viagens do presidente da Câmara ao Brasil, das quais não se sabem resultados... Talvez Braga, denominada por alguns de "silicon Valey portuguesa", sendo servida pelo departamento de Informática da Universidade do Minho, ligado à Escola de Engenharia da mesma universidade, onde ando a tirar o meu curso de LESI, venha a acolher este cluster.

Sei que a postagem vai longa, pelo que a termino por aqui, mas assim falei de alguns assuntos que me têm interessado, nomeadamente o caso da Cobra, que mais está ligado a mim, por poder ser uma oportunidade de trabalho em Ponte de Lima. Pelos vistos a única que poderia encontrar nesta zona.

26 de maio de 2006

Fábrica da IKEA em Ponte de Lima e "show-off" de Sócrates

Observando a notícia que está no título desta postagem tiro duas conclusões: o litoral interior (caso de Ponte de Lima) está a ser cada vez mais esclarecido e este governo só promete coisas para daqui a alguns anos, ou que ainda não estão confirmada, e o resultado é este, ou seja, não se cumprem como estava dito (a fábrica estava prometida para Ponte de Lima, não para a Póvoa do Lanhoso).

É por estas e por outras que preferia um governo PSD a um governo PS, mesmo que tivesse sido liderado pelo Santana Lopes.

31 de outubro de 2005

Apoio a Cavaco Silva

Para todos os interessados em subscrever a candidatura do Doutor Cavaco Silva à Presidencia da República, vão a este endereço e sigam as instruções.

20 de outubro de 2005

Por falar em candidatos a candidatos a presidente

O advogado do Bibi, José Maria Martins, candidatou-se.

Cavaco Silva

O Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva irá, espera-se, apresentar hoje a sua candidatura à Presidência da República às 20h numa declaração de 8 minutos.
Segundo esta notícia do público a sala estará quase vazia, estando apenas acompanhado da mulher e de 3 membros da equipa de campanha (dois mandatários e o director de campanha), procurando centrar as atenções em si, e não nos seus apoiantes.

Onde posso colocar a minha assinatura?

Espero que ganhe.

9 de outubro de 2005

Autárquicas e as televisões - antes das 19h

São 18h50m.

Dando uma ronda pelas emissões das televisões, a RTP e a SIC mostram grandes ecrâs, com muita tecnologia, muito engraçado. A TVI ainda não começou a emissão, está a acabar o filme... Vamos lá ver como corre a coisa.

3 de outubro de 2005

Autárquicas 2005 - parte 2

Agora o meu apelo é ao voto.
Votem... o que quiserem, mas votem, não se abstenham. Votem nulo, votem branco, votem em todos (é nulo, não conta 1 para cada), mas votem.

Fala-se que não vale a pena votar, mas assim qual é o direito que têm de pedir satisfações aos eleitos? Eles estão lá porque quem foi votar escolheu-os, e os que se abstiveram não contaram. Se não quiserem votar em nenhum votem em branco. É que quem se abstem pode ser por muitas razões (não lhe apetecia/podia sair de casa, estava muito Sol e era melhor ir à praia, etc), mas quem vota branco ou nulo, faz claramente um voto de protesto.

Pergunto-me porque é que existe gente que vai votar sem poder andar e há outros que têm perninhas e carro e não aparecem.

Já imaginaram se houvesse 35% dos boletins com votos brancos e 0% de abstenção, em vez de cerca de 0% de brancos e 35% de abstenção? Daria que pensar.
As urnas estão abertas entre as 8h e as 19h. Apareçam.

2 de outubro de 2005

Autárquicas 2005

No próximo Domingo, dia 9 de Outubro, irão decorrer em Portugal as Autárquicas, onde se vão elegerem Câmaras e Assembleias Municipais, assim como as Assembleias (e as Juntas) de Freguesia.

O meu concelho, Ponte de Lima, é bastante diferente do panorama nacional, sendo liderado por Daniel Campelo (o deputado do queijo limiano para quem não liga o nome a nada) do CDS/PP, partido que lidera a autarquia há 30 anos.
O PSD é constantemente o segundo partido mais votado, sendo este ano a candidatura municipal liderada por Manuel Trigueiro (que foi meu professor de Matemática uma vez) para a Câmara, e por Abel Baptista, ex-presidente da Câmara pelo CDS, para a Assembleia Municipal.
Outros partidos concorrem, mas não têm expressão para alcançar a liderança municipal, concorrendo para obter alguns vareadores e deputados municipais. Na minha freguesia o panorama é semelhante, variando no facto de haver alternância política ao longo destes anos.

O meu voto vai para o PSD em todas as eleições por várias razões, sendo uma o facto de eu ser um militante do PSD (há pouco tempo), e por achar que é tempo de mudança.

28 de maio de 2005

E agora?

O PS não vai cumprir as suas promessas eleitorais.
Isto deve-se ao recentemente anunciado aumento do IVA e de outros impostos (tabaco, produtos petrolíferos).

Não que me surpreenda. Surpreende é aqueles que votaram nele à espera de milagres: reduzir o défice sem subir impostos, nem colocar portagens nas SCUTs (que teriam de mudar de nome).

Volta Santana, estás perdoado.

14 de maio de 2005

E esta, hein?

O ministro das finanças, Campos e Cunha, segundo o Portugal Diário, quer encerrar serviços do Estado, aumentar o imposto sobre os combustíveis, introduzir de portagens em algumas Scut (!), adiar grandes projectos públicos e reduzir do período de subsídio ao desemprego.

Com esta é que o povo não contava. Parece que a Manuela Ferreira Leite ainda foi branda.

29 de janeiro de 2005

As eleições legislativas

No próximo dia 20 de Fevereiro, Portugal vai a eleições legislativas. Estou a votos os "deputados da nação", mas muitas vezes são vistas como as eleições para o governo. Na realidade funciona dos dois modos: quem ganhar as eleições legislativas, após serem ouvidos todos os partidos com assento parlamentar, é convidado para formar governo o líder do partido, ou coligação, com maioria, a recomendação destes líderes, e por outro, são eleitos os deputados para o parlamento nacional.
Na minha opinião, devemos ter em conta os dois factores: os deputados que poderemos eleger no nosso círculo eleitoral e o primeiro-ministro/partido do governo que iremos ajudar a escolher.

Nestas eleições irei votar PSD. Não é um grande segredo.
No meio desta contestação, e face às escolhas possíveis escolhi o PSD por duas razões: votei sempre nos partidos/candidatos de direita, e na sua maioria a escolha foi para o PSD; por outro lado, apesar de não concordar com tudo o que este governo fez, parece-me a melhor escolha, principalmente por não achar o Sócrates especialmente adequado para Primeiro-Ministro e, em especial, assusta-me uma possibilidade de coligação PS-BE ou PS-PCP (mais a primeira, como será expectável).

Estão à vontade para comentar.

11 de julho de 2004

Santana Lopes a primeiro-ministro

Pois é, o président decidiu (finalmente!) e vai convidar o PSD a nomear um novo primeiro-ministro, isto após o José Manuel Barroso ter ido para preidente da comissão europeia (uma espécie de primeiro-ministro da União Europeia).
A oposição disse logo que era uma má decisão, etc. Inclusivé o presidente do PS acabou por se demitir por achar que teve uma derrota política. Não me parece tal, nem a muitos comentadores políticos.
Os membros dos partidos da coligação (PSD e PP) acharam que era a decisão esperada e correcta, opinião a qual eu partilho.

E assim vai o país...

16 de março de 2004

Mudança política em Espanha

Pois é. Aquilo que não era muito previsível aconteceu: a Espanha mudou de cor política, passando do PP para o PSOE.
E digo que não era previsível, visto que ainda há menos de uma semana as sondagens publicadas levantavam outra dúvida: terá o PP maioria absoluta?

Tudo mudou por causa do 11 de Março (já são conhecidos como tal os atentados em La Tocha contra os comboios e que provocaram, pelo menos, 200 mortos), e da gestão que o governo vigente fez da situação. Então não é que tudo levava a crer que tinha sido a al-Quaeda quem perpetrou os ataques, inclusivé tendo eles reivindicado, e dizem que tinha sido a ETA, mesmo depois de ela ter negado e não ser um ataque tipico desta (pois não avisaram a polícia, ou alguém, antes do ataque). Pois bem. Não só disseram que tinha sido a ETA, como chegaram a enviar uma memo aos diplomatas espalhados pelo mundo a indicar-lhes para defender a tese ETA. Enfim, uma grande asneira.

Depois aconteceram as manifestações, ilegais por serem em dia de reflexão, que vieram virar a coisa. E depois não venham dizer que foram espontâneas: não se vão juntar 20 pessoas à porta da sede do partido do governo a pedir uma explicações ao governo sobre o atentado que tinha acontecido há 2 ou 3 dias. É que além de ser estranho, não se vai pedir informações que podem levar semanas, ou meses, a obter em 3 dias.

Enfim. Política é assim e pronto.